domingo, 3 de abril de 2011

The Green Mile (À espera de um milagre)

Não era minha intenção falar de unanimidades, por ter pouco ou nada a acrescentar a reputação dos filmes, mas como eu revi o filme ontem, vale a pena falar dele. E lá vamos nós de novo, com Frank Darabont adaptando Stephen King de novo.

Sobre o roteiro: Todo mundo já conhece esse filme que é o que mais arrancou lágrimas na história recente (já não tão recente assim) do cinema. Os elementos de King estão lá de novo: Sobrenatural, comportamento humano, tragédia. Os elementos são quase sempre os mesmos, apesar de serem paradoxalmente surpreendentes sempre. O que não está presente é o elemento "monstro". Isto é, se connsiderarmos o "Wild" Bill e o Percy como monstros, eles estão lá, mas como não tem tentáculos, não tem superpoderes, nem dupla personalidade, nem nada disso, são "apenas" vilões tradicionais. Excelentes personagens, mas fugindo um pouco do habitual.
Creio que tem uns 5 atores merecedores de prêmios por suas atuações. Michael Clark Duncan é destacado como John Coffey, Sam Rockwell está tão bom como o psicótico "Wild" Bill quanto Brad Pitt esteve em The Twelve Monkeys. Michael Jeter foi perfeito como Eduard Delacroix, e Doug Hutchinson foi provavelmente o mais odiado dos vilões como o arrogante policial Percy Wetmore. Isso acabou ofuscando o brilho de Tom Hanks, que ficou em segundo plano, mesmo sendo o protagonista. Jeffrey DeMunn está lá de novo, como em praticamente todos os filmes de Darabont e em várias adaptações de King.


O que esse filme tem de especial? Vários nós na garganta. São 3 horas de filme que prendem totalmente a atenção. Além de vários questionamentos levantados. A pena de morte "vale a pena"? Essa forma de justiça de punir as pessoas pelos seus crimes aliviam a dor de ter sido vítima de seus delitos? Até onde a eficiência do judiciário identifica corretamente o criminoso? O arrependimento de ter cometido um crime e o peso na consciência de viver o resto da vida com o peso na consciência de ter feito algo muito errado no passado já não seriam o suficiente como "pena"? Existe reabilitação de um criminoso? Tem outras questões bem maiores também, como: Até onde a "obrigação" e a "responsabilidade" de fazer algo contrário a tudo que acreditamos é maior do que o que estamos dispostos a fazer? Enfim, é um filme para ver e pensar.

Quando e com quem ver esse filme? Pensei, pensei, e não achei nenhuma contra-indicação... acho que será excelente para qualquer um, a qualquer hora. Ah, por falar em hora, vale reforçar que as 3 horas de filme fogem do padrão, então...

Ficha técnica:


Elenco: Tom Hanks - Paul Edgecomb
Michael Clark Duncan - John Coffey
Sam Rockwell - "Wild" Bill
Doug Hutchinson - Percy Wetmore
Michael Jeter - Eduard Delacroix
David Morse - Brutus Howell
Jeffrey DeMunn - Harry Tewilliger
Direção: Frank Darabont
Produção: Frank Darabont & David Valdes
Roteiro: Stephen King (autor do livro)
Trilha sonora: Thomas Newman
1999 - EUA - 188 minutos - Drama

Nenhum comentário: